A deputada do PAN, Inês de Sousa Real, esteve no "Esta Manhã" desta quarta-feira, onde qualificou as declarações de Eduardo Castro, presidente da Confederação de Agricultores de Portugal (CAP), como um “ataque gratuito e injustificável” a quem tem “boas práticas agrícolas”.

Sousa Real considerou que a CAP se sente “incomodada com a voz ativa que o PAN tem tido na defesa dos interesses ambientais”, mas, acima de tudo, “na defesa dos pequenos e médios produtores do nosso país”.

Estar a comparar uma produção biológica, no caso dois terrenos de pequena dimensão, em túnel, não nas referidas estufas, com hectares e hectares de estufas a perder de vista na Costa Vicentina, é oportunismo”, lamentou a parlamentar.

A deputada salientou que “não importa apenas olharmos para aquilo que é a ocupação do terreno, mas também para os métodos e boas práticas”, garantindo que os negócios que detinha cumprem as boas práticas ambientais.

É com alguma tristeza que vejo este oportunismo e este aproveitamento de algo que foi sempre transparente ao longo destes anos. Sempre foi do conhecimento público que as detive. Quando assumi funções como deputada no Parlamento, preenchi a declaração de interesses, precisamente de forma transparente”, argumentou.

A porta-voz do PAN acusou, ainda, a CAP de “tentar meter no mesmo saco produção intensiva e estrangeira e os pequenos produtores que têm boas práticas”, e confessou estar “orgulhosa” da sua passagem pela agricultura, onde tomou conhecimento das “dificuldades que os pequenos e médios produtores enfrentam em Portugal”, um país que, segundo Sousa Real, “não valoriza” a produção nacional.

Diabolizar quem tem boas práticas e certificação de agricultura biológica é oportunismo, um ataque gratuito e injustificável. A CAP deveria juntar-se ao PAN e defender as boas práticas”, concluiu.

Pedro Falardo