O candidato presidencial Tiago Mayan Gonçalves, que participou esta terça-feira na reunião do Infarmed por videoconferência, considerou a sessão "pouco esclarecedora", porque não ficaram identificadas as medidas que vão ser adotadas pelo Governo no próximo confinamento geral. 

O que realmente podemos perceber é que chegámos a um ponto de descontrolo total desta pandemia e há aqui, desde logo então, uma responsabilidade a assacar ao Governo nessa matéria".

O candidato apoiado pelo Iniciativa Liberal referiu, ainda assim, que hoje não é dia para exigir responsabilidades ao Governo, mas sim perceber o que pode ser feito, uma vez que o país está "entre a espada e a parede"

Chegámos a um ponto na saúde em que poderemos enfrentar um colapso. Estamos numa situação que é realmente estar entre a espada e a parede e termos chegado a este ponto é preocupante". 

Mayan lamentou que não tenha ficado esclarecido quais vão ser as medidas concretas que vão ser aplicadas no próximo confinamento geral, para além do não encerramento das escolas. 

É absolutamente necessário que o Governo assuma, de uma vez por todas, a responsabilidade das suas decisões e defina, em termos concretos, qual vai ser a forma de compensação direta, imediata e sem burocracias destas atividades e destas pessoas que ficarem confinadas". 

 

E não está, de todo, esclarecida a resposta que o Governo dará em relação a cumprir o contrato social que tem com restaurantes, cabeleiros, ginásios, lojas, todo o conjunto de pequenos e médios comerciantes e com os cidadãos, relativamente aos quais o Governo ordenar o confinamento ou a restrição de atividades”, acrescentou.  

Quanto à campanha eleitoral, Tiago Mayan reafirmou que “será sempre adaptada à realidade do momento e será sempre respeitadora das orientações definidas pelas autoridades de Saúde”.

O candidato à Presidência da República falava aos jornalistas em Lisboa, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, após a reunião no Infarmed sobre a situação epidemiológica da covid-19 em Portugal.

Cláudia Évora