António Costa anunciou esta sexta-feira que vai propor o aumento do salário mínimo nacional para os 850 euros em 2025, visando continuar o processo de “convergência com a União Europeia”.

No discurso, na reunião da Comissão Política do PS, o primeiro-ministro prometeu ainda aumentar o mínimo de existência em 500€, isentando de IRS 200 mil portugueses.

A TVI sabe ainda que em cima da mesa está ainda o alargamento das pensões, a partir de janeiro, até 2,5 IAS (Indexante dos Apoios Sociais), ou seja, 1097 euros e ainda o alargamento da gratuitidade das creches a começar em setembro.

Sem falar em concreto nas negociações orçamentais com o PCP, considerou que para 2022 está previsto “o mais alto” aumento extraordinário das pensões dos últimos seis anos, prometendo, ainda, subir o mínimo de existência em sede de IRS.

Já em matérias sociais, de acordo com fontes socialistas, o secretário-geral do PS referiu em que em 2022 continuará o processo progressivo de gratuitidade das creches, que terminará em 2024.

Costa afirma que PS não deseja eleições antecipadas, mas não as teme

O secretário-geral do PS afirmou que os socialistas não desejam eleições legislativas antecipadas e que tudo farão para as evitar na atual conjuntura do país, mas avisou também que o seu partido não teme eleições.

Fontes socialistas disseram à agência Lusa que António Costa assumiu estas posições na abertura da reunião da Comissão Política Nacional do PS, que se destina a avaliar o estado das negociações entre Governo, PCP, PEV, Bloco de Esquerda e PAN para a viabilização do Orçamento do Estado para 2022.

Sem nunca se referir ao PCP ou ao Bloco de Esquerda ao longo do seu discurso, António Costa optou antes por pedir uma decisão clara aos membros da Comissão Política do PS.

Chegou a hora de perguntar à Comissão Política [do PS] se os passos que já demos são os adequados ou se devemos dar novos passos”, questionou o secretário-geral do PS, citado por membros deste órgão partidário.

Já no final da sua intervenção, o secretário-geral do PS fez uma avaliação sobre as reais condições para manter a “Geringonça” até ao final da presente legislatura.

A minha avaliação pessoal é que a fórmula que propus há seis anos atrás não está esgotada. Mas isso não depende só de nós”, declarou.

Depois, colocou de forma indireta o cenário de chumbo da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2022, com a consequência da dissolução do parlamento e da convocação de eleições legislativas antecipadas.

“Não desejamos eleições, mas não tememos eleições. Devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance, mas não pode ser a qualquer preço”, frisou o secretário-geral do PS.

Beatriz Jalón