O PS considerou esta segunda-feira que a aplicação das leis de proteção civil e saúde têm sido, até ao momento, adequadas para responder à pandemia de Covid-19, mas admite o cenário do estado de emergência.

Em declarações à agência Lusa, o vice-presidente da bancada do PS Pedro Delgado Alves evitou tomar uma posição definitiva, a três dias do Conselho de Estado em que o tema estará na agenda, por iniciativa do Presidente da República, mas esclareceu que os socialistas "não têm uma posição contra" esta medida.

Não suscita um problema. Veremos. A avaliação far-se-á caso a caso, mas se se confirmar que é adequado e é mais agilizador avançar para isso, obviamente que todas as medidas que ajudem a prevenir e a conter o surto são de implementar", disse.

Para Pedro Delgado Alves, que é deputado, mas também jurista, a aplicação da legislação em vigor, leis da proteção civil e de saúde pública, que inclui o estado de alerta, “têm sido suficientes” para o Governo “tomar medidas restritivas”, desde a última semana, como as restrições de circulação ou o isolamento profilático, em linha com o que foi dito, no domingo, pelo primeiro-ministro, António Costa.

E, “para já, não se verificou ainda a necessidade de declaração do estado de emergência”, adiantou Delgado Alves, que admitiu, porém, que “é uma questão de avaliação, hora a hora, dia a dia”.

O novo coronavírus responsável pela pandemia de Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 6.400 mortos em todo o mundo.

O número de infetados ronda as 164 mil pessoas, com casos registados em pelo menos 141 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 331 casos confirmados. Do total de infetados em todo o  mundo, mais de 75 mil recuperaram.