uma proposta

"A proposta que foi feita pela Comissão [Europeia] precisa de ser melhor temperada, justamente atendendo às condições que nomeadamente Portugal e outros países enfrentam, sobretudo quando temos em linha de conta o elevado desemprego que ainda se regista em Portugal".


Passos Coelho, que falou aos jornalistas no final da III Cimeira Luso-Tunisina, no Palácio das Necessidades, salientou 

"À medida que formos recuperando a economia e o emprego iremos, tenho a certeza, oferecer melhores condições para acolher mais imigrantes e mais refugiados. Desde logo, precisaremos também de acolher mais portugueses que tiveram de procurar outras economias durante estes anos de maior dificuldade."




"Seria evidentemente pouco compreensível que os países que têm mais desemprego tivessem agora um crescimento maior nas quotas que viessem conhecer em termos de acolhimento para refugiados. Não é por acaso que muitos dos imigrantes e muitos dos refugiados depois procuram as economias que têm um maior potencial de criação de emprego. Essas pessoas vão à procura de oportunidades. Não é por acaso que não vêm para as economias que passaram por processos de recessão económica mais intenso."


"Portanto, é uma discussão que vamos fazer no Conselho Europeu, certos de que em primeiro lugar não nos parece bom princípio de obrigar quer os países quer as pessoas que precisam de acolhimento a ficarem obrigadas a um determinado regime durante um determinado tempo. O regime de obrigatoriedade não nos parece um bom princípio."


proposta da Comissão Europeia



provocou cerca de 800 mortos