"[Os partidos de esquerda] sabiam que o derrube do Governo seria o seu pecado original. Esse pecado hoje está-lhes tatuado na pele [e] será impossível a qualquer um destes partidos prosseguirem a sua atividade no parlamento, ou no Governo, sem terem de admitir esse pecado original: o de virem a ter um Governo que representa uma fraude eleitoral e um golpe político no país."






"Esta soma de derrotados, esta maioria negativa que se formou no parlamento, (...) tem agora a estrita obrigação, política e moral, de encontrar uma solução de Governo para o país. Mas essa solução ainda não existe."


"E esse Governo não existe".





"Se aqueles que querem governar na nossa vez não querem governar como golpistas ou como fraudulentos, deveriam aceitar essa revisão constitucional e permitir a realização de eleições", acrescentou o chefe do executivo PSD/CDS-PP, que foi demitido na terça-feira através de uma moção de rejeição aprovada pelos partidos da oposição.