«Eu quero dizer com muito à vontade a todas as senhoras deputadas e aos senhores deputados que eu estou pessoalmente e a minha família está pessoalmente preparada para neste ano de eleições enfrentar todo esse tipo de debate político».



«Pode ter a certeza que eu, muitas vezes na minha vida, ou me atrasei, ou entreguei na altura que o Estado me exigiu aquilo que me era exigido. Ninguém esperará que eu seja um cidadão perfeito. Mas nunca deixei de solver as minhas responsabilidades».


esfera privada

«E quem quiser invadir a minha esfera privada (...) não encontrará nunca, no cidadão Passos Coelho, ninguém que como primeiro-ministro usou o lugar que tinha para ocultar, disfarçar, esconder ou evitar qualquer tratamento exatamente igual ao que outro cidadão teria», nem «para enriquecer, para prestar favores ou para viver fora das suas possibilidades», nem que «tivesse nomeado alguém por favor ou que tivesse andado a traficar influências ou a pressionar senhores jornalistas para que certas notícias apareçam ou não apareçam».


«Talvez agora se perceba um bocadinho melhor as notícias que têm vindo a público de processos que foram instaurados ao nível da administração tributária por gente que, fora daquilo que são as suas obrigações profissionais, pretendeu conhecer detalhes da minha carreira fiscal».




várias perguntas

«Preferia claramente que pudéssemos centrar a nossa discussão na política, mas quando os nossos adversários têm pouco para oferecer, julgo que alguma chicana política pode servir algum propósito. Espero que não vão por aí. Mas quero dizer que não será sob pressão nem sob ameaças dessa natureza que eu deixarei de fazer aquilo que o meu dever de consciência mandar».


sublinhou que não teve qualquer intenção de não cumprir as suas obrigações contributivas

não terá pago a totalidade da sua dívida à Segurança Social

«Quando sair do lugar do primeiro-ministro, aconteça isso quando os portugueses entenderem que chegou a altura, eu voltarei à minha vida normal que não alterei ao longo de todos estes anos, pagando aquilo que devo aos bancos dos empréstimos que tenho, assim a vida mo ajude a fazer, a tratar da família, a viver com as mesmas posses, que não são muito diferentes - para não dizer que são menores - do que aquelas que tinha quando iniciei o meu mandato», concluiu.


O caso tem sido relatado na imprensa internacional, com destaque em vários jornais digitais.

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Além do PSpedindo-lhe que especifique as entidades que o remuneraram e sobre as quais incidiram os descontos em dívida


 «Parte das afirmações não precisavam de ser feitas, já que os portugueses têm vindo a confirmar a apreciação e a avaliação que fazem deste primeiro-ministro e deste Governo. A outra parte das afirmações é incompreensível considerando as dúvidas que o próprio primeiro-ministro decidiu manter relativamente às suas opções pessoais no que respeita à Tecnoforma e ao CPC (Centro Português para a Cooperação)».


a solicitar o registo contributivo «do cidadão Pedro Passos Coelho» entre 1999 e 2004


«Pedro Passos Coelho, na sua ingenuidade, até poderia desconhecer que tinha de descontar para a segurança social. Durante estes anos, como todos nós, ele fez o preenchimento da declaração de IRS - e se formos ao anexo B estão lá todas as despesas, incluindo as contribuições obrigatórias para a segurança social. Então, durante cinco anos consecutivos, passadas cinco declarações de IRS, o senhor primeiro-ministro nunca deu conta que havia lá um quadrozinho em que era obrigado a dizer quanto descontou para a segurança social? Isto é no mínimo caricato».