O primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, admitiu esta sexta-feira, em Brasília, que 2012 deverá ser o ano «mais difícil» dentro do plano de ajustamentos que o país está a implementar.

«O próximo ano será porventura o ano mais difícil do ajustamento que vamos realizar, mas vale a pena fazê-lo porque é nossa bilhete para sair da crise», afirmou à agência Lusa, após encontro com o presidente do Congresso brasileiro, José Sarney.

Em entrevista à estação de televisão brasileira «Globo», o primeiro-ministro disse que, para sair da crise, é preciso uam mudança de regime económico, apostar mais nas empresas e na abertura da economia ao exterior.

Questionado sobre o adiamento da discussão e votação da proposta de Orçamento do Estado para 2012, o primeiro-ministro minimizou o atraso: «O importante é que dentro dos prazos, que estavam acertados pelo próprio Parlamento, pudéssemos chegar até ao final do mês de Novembro com o orçamento aprovado. Isso é um bom sinal para fora de Portugal e também para os portugueses, de que entraremos o ano com um orçamento [aprovado]».

Sobre a proposta orçamental do Governo, Pedro Passos Coelho admitiu ainda tratar-se de um orçamento «difícil» e «muito exigente, mas que é também um princípio da saída dessa crise».
Redação / FC