“Acho que no parlamento, neste momento, o que se faz essencialmente são negócios. O parlamento é um antro de corrupção, talvez o maior do país. É onde todos os negócios se elaboram, sobretudo negócios que têm a ver com a apropriação do Orçamento do Estado. Toda a gente em Portugal paga impostos para alimentar um OE que depois serve de manjedoura para cinco, seis, sete, dez grupos económicos irem lá beber fortunas multimilionárias.”




“O Orçamento da Justiça é ridiculamente baixo deliberadamente. Se for Presidente da República isso é um assunto que se resolve imediatamente. A Justiça não pode funcionar com Orçamentos de poucas centenas de milhões de euros, quando precisava de três ou quatro vezes mais para que os magistrados tivessem meios para trabalhar.”






“Na Constituição portuguesa a primeira figura é o Presidente da República, o segundo é o presidente do parlamento e o terceiro é o primeiro-ministro. No entanto, de há não sei quantos anos quem tem mandado mais no sistema político em Portugal é o terceiro. O terceiro manda no primeiro e, normalmente, até despreza o segundo. (…) Esta classe política adquiriu os tempos do dr. Salazar e do Presidente Américo Tomás. (…) Os primeiros-ministros têm conseguido transformar os Presidentes da República em pouco mais que Américo Tomás (…).”






“Se o Governo apresentar um Orçamento que cumpra a Constituição e a lei, o Presidente só lhe resta mantê-lo sem qualquer problema”.