O líder da organização distrital de Lisboa do PCP acusou, esta terça-feira, o presidente da autarquia, António Costa, de «oportunismo eleitoral» em relação à política de segurança na capital.

Em declarações à Lusa, Carlos Chaparro afirmou que o autarca é «co-responsável pela situação de insegurança na cidade», sublinhando que António Costa «liderou o Ministério da Administração Interna e nada fez nessa altura para resolver a situação».

«O destino [das esquadras que encerraram na capital] já estava traçado», afirmou, explicando que numa reunião que responsáveis do PCP tiveram o ano passado com o Comando Operacional da PSP de Lisboa foi dito que «a política seguida plasmava planos já traçados anteriormente».

Câmara também «tem palavra a dizer» na insegurança

«O problema não é só o encerramento de esquadras. É o encerrar sem alternativa. Os últimos encerramentos são exemplo disso e foram precisos mais de 15 dias para o presidente da autarquia afinal vir apresentar uma alternativa no caso da esquadra do Rego», acrescentou.

Para o PCP, o problema de insegurança em Lisboa não é só uma questão a resolver pelo Governo.

«A Câmara também tem uma palavra a dizer porque dois dos elementos essenciais apontados para a segurança - limpeza e iluminação pública - são da directa responsabilidade da autarquia», disse.

«Enquanto ministro, nada fez pela segurança em Lisboa»

Numa nota divulgada esta terça-feira, a CDU de Lisboa afirma: «De nada vale a António Costa, agora presidente da Câmara Municipal de Lisboa, sacudir a água do seu capote e atirar com todas as culpas para o Governo do PS».

«Tal como agora na autarquia, o mesmo António Costa, até há dois anos, enquanto ministro da tutela, também nada fez pela segurança em Lisboa», acrescenta.

As acusações da CDU surgem um dia antes da reunião alargada entre o presidente da Câmara de Lisboa com o Governo Civil e a Direcção Nacional da PSP para discutir a estratégia de segurança para Lisboa.
Redação / CP