Bernardino Soares, líder parlamentar comunista, afirmou esta quarta-feira que a continuação do Partido Socialista (PS), Partido Social Democrata (PSD) e CDS no poder «vai agravar a situação do país», considerando que o recurso à ajuda externa é «a confissão pública do fracasso» do primeiro-ministro.

Para o Partido Comunista Português (PCP), a situação actual do país, com «muitas famílias a passarem por momentos muito difíceis», deve-se às «políticas postas em prática desde há 35 anos pelo PS, PSD e CDS, juntos ou em alternância».

«São estes partidos que agora se apresentam unidos em defesa da continuação destas políticas, invocando a inevitabilidade das imposições da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI). A continuação destes partidos no poder só vai agravar ainda mais a situação do país e as condições de vida dos portugueses», declarou o presidente da bancada comunista, numa conferência de imprensa para apresentar o balanço da actividade parlamentar na XI legislatura, que terminou com a dissolução da Assembleia da República (AR).

Bernardino Soares sustentou que a demissão do Governo de José Sócrates «é consequência do aprofundamento da crise económica e social a que o total fracasso das suas políticas conduziu o país» e que «o recurso à União Europeia e ao FMI é confissão pública desse fracasso», declarou.

Nas eleições legislativas antecipadas, os portugueses terão de optar entre «aceitar esta política de capitulação e desastre nacional» ou «dar mais força aos que lutam pela soberania e dignidade de Portugal e pela legítima defesa dos direitos e interesses do povo português».

«Num momento em que pesam as maiores ameaças sobre o povo português pela mão dos partidos do FMI (PS, PSD e CDS), os portugueses precisam de ter na Assembleia da República quem os defenda», afirmou Bernardino Soares, pedindo o «reforço do PCP» no Parlamento.