O PCP defendeu esta quinta-feira que o caso Freeport não deve servir para a «condenação a priori» nem para a «vitimização» do primeiro-ministro, noticia a Lusa.

Depois da declaração de José Sócrates sobre o caso, o deputado comunista António Filipe disse aos jornalistas que o PCP mantém a posição que já tinha, de que «a justiça deve funcionar».

«A matéria está a ser apreciada onde deve ser apreciada», na Justiça, afirmou o deputado, acrescentando que «quem tem competência para investigar deve fazê-lo com celeridade».

O primeiro-ministro considerou estar a enfrentar uma «campanha negra» que tem como intuito afectar a sua honra e integridade e citou o comunicado da Procuradoria-Geral da República divulgado esta tarde para reafirmar inocência no caso Freeport.

António Filipe, que falava aos jornalistas à margem do debate parlamentar sobre o PEC e o Orçamento Suplementar, insistiu na ideia de que o caso não deve ser usado para favorecer ou atacar o primeiro-ministro.

Contactado pela Lusa, o BE já informou que não irá reagir à declaração do primeiro-ministro.

Já o porta-voz do PS, Vitalino Canas, afirmou que o primeiro-ministro respondeu com «firmeza às notícias «do caso Freeport e defendeu que com a declaração de Sócrates «ficou claro que o Governo está em condições de governar».

Questionado pelos jornalistas no Parlamento se José Sócrates continua a ter condições para governar, o deputado socialista respondeu que «se houvesse alguma dúvida» ela tinha sido «esbatida» pela intervenção do chefe do Governo, hoje à tarde.
Redação / CLC