O ministro do Planeamento e das Infraestruturas esteve, esta segunda-feira, no Jornal das 8 da TVI onde foi questionado por Miguel Sousa Tavares e por Pedro Pinto sobre o estado da CP, no dia em que foi lançado o concurso para 22 novos comboios.

Pedro Marques considerou que as críticas à CP não refletem os números da empresa, que apontam para uma regularidade de quase 99%.

Segundo os indicadores que tenho disponíveis, a regularidade da CP andou entre os 98 e os 99%”, defendeu o ministro, lamentando as notícias que davam conta do caos no transporte ferroviário em Portugal: “Em dezembro foi anunciado o caos na CP, mas a CP fez 98,8% dos comboios previstos, fora os dias das greves.”

O governante sublinhou “o processo de reestruturação financeira muito significativo” por que a CP passou e também “a contratação de mais 102 trabalhadores para a manutenção ferroviária neste segundo semestre, sem grande alarido”.

Também sem grande alarido fez questão de sublinhar igualmente que a CP fez “mais 37% de manutenção ferroviária no ultimo trimestre do ano do que no mesmo período do ano anterior”.

Questionado sobre o Longo Curso, nomeadamente a ligação Porto-Lisboa, Pedro Marques lembrou que, neste momento, foi opção do Governo avançar “primeiro pela coesão regional, com 168 milhões de investimento”, mas que o Programa Nacional de Investimentos, que vai ser entregue esta semana, no Parlamento, prevê a ligação Porto-Lisboa “abaixo das duas horas”, com um “investimento muito importante na Linha do Norte até ao final da próxima década”.

Ou seja, mais comboios para o Longo Curso só depois do “investimento nas infraestruturas”.

Também questionado sobre o caso concreto da Linha de Cascais, Pedro Marques disse que, apesar da promessa de investimento, “não tinha um euro para gastar, porque o Governo anterior não deixou um euro no programa 2020”, mas que “agora já tem”, depois de concluída a reprogramação.

Vai haver investimento na Linha de Cascais já no início de 2019”, prometeu.

Aeroporto do Montijo não é "um apeadeiro"

Pedro Marques foi também questionado sobre o aeroporto do Montijo e sobre as “condições de saturação inaceitáveis”, nas suas próprias palavras, em que se encontra o aeroporto Humberto Delgado.

O ministro recusou a crítica de que o aeroporto complementar do Montijo seja “um apeadeiro”, quando “terá, com uma única pista, capacidade para 15 milhões de passageiros”, ou seja, ao nível do aeroporto do Porto.

Para Pedro Marques, a solução do Montijo “resolve por décadas a situação do transporte aéreo na região de Lisboa”.

O país não pode passar mais anos, mais décadas à volta de soluções que não implementa.”

O ministro defendeu a viabilidade do aeroporto Humberto Delgado nos atuais moldes, mas mais “capacitado”.

Não é o único aeroporto no meio da cidade a nível mundial. Vai ter melhores acessibilidades à sua volta e vamos capacitar o aeroporto para ele crescer, por isso o investimento a realizar nos próximos dez anos é superior ao que vamos realizar no aeroporto complementar.”

 
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