O ex-ministro das Infraestruturas e atual eurodeputado socialista, Pedro Marques, defendeu esta quinta-feira que "valeu a pena" o "trabalho sério e intenso" que permitiu viabilizar o novo aeroporto do Montijo "ao fim de 50 anos" e "17 localizações diferentes".

Valeu a pena o trabalho sério e intenso, as negociações duras e a determinação política que permitiram resolver uma situação há tantos anos adiada", disse à Lusa o atual eurodeptado do PS, que liderou o processo de viabilização do aeroporto complementar de Lisboa como ministro das Infraestruturas do primeiro Governo de António Costa.

Pedro Marques recordou que, com a declaração de impacto ambiental esta quinta-feira conhecida, "ao fim de 50 anos de estudos e com 17 diferentes localizações avaliadas, a solução para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa recebe luz verde para avançar".

A região de Lisboa ficará dotada de uma infraestrutura fundamental para o desenvolvimento da economia nas próximas décadas", sustentou.

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) emitiu na quarta-feira a proposta de Declaração de Impacte Ambiental relativa ao aeroporto do Montijo e respetivas acessibilidades, tendo a decisão sido “favorável condicionada”, viabilizando o projeto.

Entre as principais preocupações ambientais estão a avifauna, ruído e mobilidade.

O projeto pretende promover a construção de um aeroporto civil na Base Aérea n.º 6 do Montijo (BA6), em complementaridade de funcionamento com o Aeroporto de Lisboa, visando a repartição do tráfego aéreo destinado à região de Lisboa e a acessibilidade rodoviária de ligação da A12 ao novo aeroporto.

Em 8 de janeiro, a ANA – Aeroportos de Portugal e o Estado assinaram o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, com um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 para aumentar o atual aeroporto de Lisboa (Aeroporto Humberto Delgado) e transformar a base aérea do Montijo num novo aeroporto.