O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, disse este domingo que não vê "nenhum problema" em que o ministro das Finanças, Mário Centeno, possa presidir ao Eurogrupo, conforme hipótese noticiada recentemente.

Eu não estou em condições, nesta altura, de avaliar da plausibilidade dessa notícia e ainda ninguém, oficialmente, falou dela. Mas diria que, se existe alguma plausibilidade, quer dizer, se realmente foi dirigido algum convite, ou foi feita alguma sondagem e se o Governo encara a possibilidade de ter apoios suficientes para esse efeito, eu acho muitíssimo bem para Portugal que isso possa ser uma candidatura assumida pelo próprio Governo", afirmou Passos Coelho, na Guarda.

 

"Não é uma coisa exclusiva, portanto, ser presidente do Eurogrupo não implica deixar de ser ministro das Finanças. Portanto, não vejo nenhum problema nisso", disse, sobre a possibilidade de o governante Mário Centeno poder ser presidente do Eurogrupo.

Passos Coelho falava aos jornalistas, na Guarda, no final da sessão de abertura da Convenção Autárquica Distrital do PSD, onde foram apresentados os candidatos autárquicos às 14 câmaras municipais do distrito.

Na opinião do presidente do PSD, "é sempre prestigiante para Portugal poder ter em lugares de destaque pessoas que tenham o reconhecimento público que é exigido para a escolha deste tipo de lugares".

Passos Coelho falou do assunto, ressalvando que não sabe avaliar da plausibilidade da notícia e "se realmente é ou não uma questão que esteja colocada em cima da mesa", porque "não houve da parte do Governo qualquer menção sobre essa questão".

O semanário Expresso noticiou no sábado que Mário Centeno "já foi sondado" para substituir o presidente do Eurogrupo, "mas António Costa não quer ver o seu ministro das Finanças dividido entre Lisboa e Bruxelas.

Autárquicas: Passos Coelho quer PSD a ganhar eleições 

O presidente do PSD disse também este domingo que o partido pretende ganhar as eleições autárquicas do dia 1 de outubro e obter o maior número de mandatos nas câmaras e nas juntas de freguesia.

Pedro Passos Coelho referiu que o PSD será o partido que estará "mais próximo" de completar todo o processo de escolhas em termos nacionais e selecionou "bons candidatos".

E partimos, portanto, para estas eleições com o espírito de quem, com combatividade, vai disputar as eleições para as ganhar. É isso que se espera de um grande partido", afirmou Passos Coelho na Guarda, na sessão de abertura da Convenção Autárquica Distrital do PSD, onde foram apresentados os candidatos autárquicos às 14 câmaras municipais do distrito.

O líder dos social-democratas e ex-primeiro-ministro referiu que por vezes lhe perguntam se o PSD é capaz de ganhar as eleições autárquicas, referindo que essa foi a estratégia definida no Conselho Nacional, mas que pressupunha também a decisão do Congresso.

Apontou que o PSD "apresenta-se às eleições de 2017 com o propósito de ter o maior número de mandatos, quer em câmaras municipais, quer em termos de juntas de freguesia".

Poderia em alguma circunstância, um partido da nossa dimensão dizer que joga para ficar em segundo lugar? O PSD sempre que se candidata, candidata-se para ser o primeiro partido", sustentou.

Passos Coelho observou que o partido aceita "sempre os resultados das eleições", mas quando faz as escolhas os seus dirigentes estão "sempre a pensar na melhor candidatura".

Na mesma sessão, o líder dos Autarcas Social-Democratas, Álvaro Amaro, que se recandidata a um segundo mandato à autarquia da Guarda, desejou que o PSD possa "não apenas ganhar o maior número de juntas [de freguesia] no país como de câmaras".

Disse ainda que não haverá coligações com o CDS-PP nos 14 concelhos da Guarda, daí que a "grande coligação" não seja "com o partido A ou B", mas sim com cada município e com as populações.

O líder distrital, Carlos Peixoto, também esclareceu na sua intervenção que não há coligações com o CDS-PP porque o partido colocou "exigências inaceitáveis e inadmissíveis".

Sobre este cenário verificado no distrito da Guarda, Passos Coelho declarou que "não vale a pena fazer nenhum drama" em torno do assunto.

"O que é importante é que nós olhemos para a maneira como nos estamos a apresentar junto do nosso eleitorado, não estando apenas a querer apresentar medidas fáceis, facilitistas ou só para agradar. Não vale a pena ganhar só por ganhar. Nós queremos ganhar para concretizar as nossas ideias e o nosso programa e é isso que é importante na política", afirmou.

O PSD vai recandidatar os autarcas Álvaro Amaro (Guarda), Luís Tadeu (Gouveia), José Manuel Biscaia (Manteigas), Rui Ventura (Pinhel), António Robalo (Sabugal) e Gustavo Duarte (Vila Nova de Foz Côa).

João Rodrigues é o candidato em Trancoso, Fernando Pires em Aguiar da Beira, António José Machado em Almeida, Carlos Ascensão em Celorico da Beira, Carlos Condesso em Figueira de Castelo Rodrigo, Aires Amaral na Mêda, Joaquina Domingues em Fornos de Algodres e Fabíola Figueiredo em Seia.