O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, garantiu esta quarta-feira que os apoios do Estado às famílias e às empresas se irão manter enquanto o Governo considerar que eles são necessárias.

Na sua intervenção do debate do Estado da Nação, o ministro lembrou que nos últimos meses a oposição sempre previu que a economia portuguesa não iria resistir à crise. Mas as previsões de "catástrofe" não se concretizaram. Pelo contrário: "os apoios públicos passaram de insuficientes a indispensáveis" e "o novo apocalipse são as moratórias, a nova barca do inferno da economia portuguesa”.

A esses, Siza Vieira, garante: "Não há que negar o impacto da pandemia na economia", no entanto, recorda, o Governo foi sempre estendendo os apoios consoante as circunstâncias e "já garantiu que eles se manterão enquanto for necessário".

Antes, já António Costa  António Costa tinha dito que estava a acompanhar a questão das moratórias "com muito cuidado". O primeiro-ministro considerou que já há um quadro legal que responde à situação das empresas e que no caso das famílias (que são 8 mil das 10 mil moratórias existentes): 

Mas se for necessário tomaremos as medidas necessárias para que ninguém fique para trás", prometeu Costa.

Perante este quadro o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital rejeita o pessimismo e faz um balanço positivo: os 5 400 milhões de euros a fundo perdido ás empresas e as moratórias bancárias foram essenciais para que, a cada dificuldade imposta pela pandemia, a economia conseguisse reagir, garantiu.

E dá como exemplo o emprego. "O emprego surpreendeu-nos a todos. Em junho, o número de desempregados caiu 24%", sublinhou, dizendo que a manutenção de emprego é sinal da capacidade das empresas nacionais.

Maria João Caetano