O partido Aliança considerou que “hoje é um dia de dor” por se assinalarem dois anos do incêndio de Pedrógão Grande e salientou que “o país precisa de acordar” porque “é algo que nunca se poderá voltar a repetir”.

O incêndio que deflagrou há dois anos em Pedrógão Grande e que alastrou a concelhos vizinhos provocou a morte de 66 pessoas e 253 feridos, sete dos quais graves, e destruiu cerca de meio milhar de casas e 50 empresas.

Num comunicado publicado na página oficial do partido na Internet, a Aliança refere que “este é um dia de dor”, uma vez que o incêndio que começou em 17 de junho de 2017 “foi um dos mais mortíferos e devastadores incêndios e ficará para sempre gravado na memória dos portugueses”.

Uma dor sentida por todo o país, sentida por todos nós”. Um dia para ser relembrado com respeito e solidariedade”, acrescenta.

Na nota, o partido destaca que é preciso “relembrar que o sucedido há precisamente dois anos não pode voltar a acontecer” e que, para isso, é preciso “fazer mais e melhor”.

O país precisa de acordar e não ignorar este dia, que ficará para sempre na história pelos piores motivos, mas trazendo uma lição, pois é algo que nunca se poderá voltar a repetir”, assinala a força política liderada pelo antigo primeiro-ministro Pedro Santana Lopes.

Assim, a Aliança apela a “que sejam tomadas medidas de prevenção, pois o país está chocado e indignado”.

Na ótica do partido, “não bastam os sentimentos”, é preciso “passar à ação”, sendo “lamentável que após dois anos deste terrível acontecimento, continuem vitimas desalojadas e que não sejamos capazes de responder às situações mais alarmantes, quer ocorram devido às alterações climáticas, quer por qualquer outro motivo”.

A Aliança refere também que hoje é “o primeiro dia nacional em memória das vítimas dos incêndios florestais”, manifesta “solidariedade para com os familiares das vítimas e reconhece o contributo dos bombeiros presentes, das forças de segurança, do INEM, sapadores florestais e todas as outras entidades que ajudaram no combate aos grandes incêndios florestais que ocorreram nos últimos anos”.