Os portugueses avaliam a gestão do dossier TAP por parte do Governo como globalmente negativa, segundo a sondagem da Pitagórica para a TVI e Observador.

A pandemia e os administradores da empresa são considerados os principais responsáveis pela atual situação da TAP e a maioria dos portugueses concorda com as declarações de Rui Rio, que admite a liquidação da TAP se o plano de reestruturação não tornar a empresa viável.

Só 9 por cento dos inquiridos apontam como boa ou muita boa a gestão do Governo, 46% diz que foi má ou muito má e 33% aponta a gestão do Governo como razoável.

Para a atual situação em que a transportadora aérea se encontra, a pandemia é apontada como principal responsável, seguida dos gestores da TAP, dos governos de António Costa e Pedro Passos Coelho e, só no fim da lista de hipóteses, os acionistas privados.

Note-se que a decisão do Governo PSD-CDS de privatizar a TAP, tendo o Estado ficado com posição minoritária, recolhe um maior número de avaliações positivas, quando comparada com a decisão do Governo de António Costa, que voltou atrás no negócio: 44% considera que é uma má decisão e apenas 19% diz que a decisão foi boa.

Numa altura em que foi entregue em Bruxelas um plano de reestruturação da empresa que prevê que cada português tenha de pagar cerca de 300 euros para salvar a TAP, os dados mostram que um em cada dois considera que o Estado deve salvar a TAP, mesmo que seja necessário um grande investimento: 49% acredita que sim, 39% prefere o não.

O líder do PSD já admitiu a liquidação da TAP, caso o plano de reestruturação não consiga tornar a empresa viável: 54 por cento dos inquiridos concorda com as declarações de Rui Rio, 19 por cento discorda e 21 por cento não concorda, nem discorda.

Esta sondagem foi feita pela Pitagórica para a TVI e jornal Observador, entre os dias 17 e 27 de dezembro, com 629 entrevistas telefónicas. O grau de confiança é de 95,5%, para uma margem de erro de 3,99%.

A Ficha técnica completa, bem como todos os resultados, foram disponibilizados junto da Entidade Reguladora da Comunicação Social que os disponibilizara oportunamente para consulta online.

Joana Reis