A assessoria de Francisco Assis desmentiu, esta quinta-feira, que o ex-líder parlamentar do PS tenha comentado as notícias sobre a aquisição de carros pelos socialistas com a frase: «Qualquer dia querem que o presidente do Grupo Parlamentar do PS ande de Clio quando se desloca em funções oficiais».

Segundo a mesma fonte, o deputado Francisco Assis foi mal citado, na reunião da bancada socialista, quando falava dos fenómenos de populismo que podem advir com eventual redução de deputados. Para falar do «monstro» que é o populismo, o deputado socialista usou também como exemplo as notícias sobre a fatura paga pela bancada socialista no recente aluguer de quatro viaturas.

Inicialmente a agência Lusa, informou que Francisco Assis, citado por outro deputado, teria dito a frase polémica, mas fonte próxima do deputado disse à TVI24 que a informação está errada e que a frase dita foi: «Se fossem Clios era a mesma coisa», explicando que a polémica com a aquisição das viaturas seria a mesma, caso se tratassem de carros de inferior cilindrada.

Em declarações à Lusa, Assis considerou que «são ridículas as explicações se este ou aquele carro é ou não um pouco mais barato, se tem ou não uma cilindrada mais baixa. Quando se tomam decisões, assumem-se depois as decisões».

No final da reunião da bancada do PS, Carlos Zorrinho foi confrontado com a notícia do Jornal de Notícias de que o Grupo Parlamentar do PS terá comprado quatro carros por 210 mil euros.

O líder da bancada socialista negou então que o Grupo Parlamentar do PS tenha comprado algum carro.

«O Grupo Parlamentar do PS tinha quatro viaturas em sistema de renting, cujos contratos terminaram e foi necessário encontrar uma outra forma para voltar a ter quatro carros. Fizemos um aluguer de longa duração, que custa 3700 euros por mês», disse.

Carlos Zorrinho referiu depois que os quatro carros agora alugados têm menor cilindrada do que os anteriores e que os novos contratos permitem ao Grupo Parlamentar do PS «poupar cem mil euros por ano em relação à solução anterior».
Redação / CLC