Citando figuras como Mário Soares, Salgado Zenha e Manuel Alegre, Ana Gomes afirmou que os socialistas que não votarem na sua candidatura, não se reveem no socialismo democrático. Disse também votar em Marcelo é votar num candidato que sempre se assumiu de direita e reforçou ainda o apelo de “sobressalto cívico” feito na quinta-feira por Francisco Assis.

A candidatura do socialismo democrático, que está neste momento a disputar estas eleições, é unicamente a minha. Quem invoca ser do partido de Mário Soares, Salgado Zenha, Maria Barroso, Manuel Alegre, Jorge Sampaio e António Guterres obviamente que tem de votar na candidata do socialismo democrático, que sou eu e não o professor Marcelo Rebelo de Sousa, que sempre se assumiu como candidato de direita".

Em Viana do Castelo, onde passou a última manhã de campanha, a candidata disse ter confiança de que, no domingo, os cidadãos “se vão mobilizar para ir votar e sentir o sobressalto cívico” de que falava o antigo eurodeputado socialista no único comício da campanha, “porque está em causa defender a democracia”.

Admitiu que a escolha da região Norte para o último dia de campanha eleitoral, deve-se ao facto de ter sido onde sentiu "um grande apoio" e onde há mais "consciência de que isto tem que mudar"

Sobre a tentativa de agressão ao adversário André Ventura, após um comício em Setúbal, Ana Gomes disse que as divergências têm de ser ultrapassadas "pelo diálogo, pelo debate, pelo voto e não pela violência"

Dirigiu-se, em especial, aos que partilham “os valores da esquerda”, para que se unam de forma a que sejam derrotados os que têm “projetos autoritários e de destruição de democracia”, numa referência ao líder do Chega.

Este é o momento da unidade. (...) Face à crise da pandemia sem a qual não temos nem vida nem economia, é o momento de nos unimos e fazermos prova de máxima responsabilidade cívica. E sim, também para salvar a democracia quando ela está sob ataque".

Admitiu que esta campanha a fez aprender muito sobre o país e reforçou "a esperança de que podemos mudar o nosso país e em acreditar na confiança que o povo português tem todas as características, toda a força, toda a resiliência para ver o que é essencial, para trabalhar para o reforço da democracia"

Questionada sobre que desígnio nacional terá se for eleita para Belém, a candidata apontou “as reformas estruturais de que ao país precisa”.

Um país que cuida das pessoas e não deixa ninguém para trás e cuida dos mais vulnerais e que se reorganiza para repovoar o interior do país e que é relevante a nível europeu”, apontou.

Já sobre as sondagens, diz-se "muito confiante" e "muito animada", porque a "sondagem que conta é a do dia 24"

Cláudia Évora / Notícia atualizada às 14:24