Sobre a decisão, ainda não anunciada oficialmente, do encerramento das escolas, João Ferreira considera que só o Governo é portador dos dados que sustentem esta decisão e lembrou as desigualdades que resultaram do primeiro confinamento. 

Todos nós conhecemos o enorme e profundo impacto que teve o primeiro confinamento no encerramento das escolas. Do ponto de vista do agravamento das desigualdades, das dificuldades que foram criadas a muitas famílias, da degradação das condições de ensino e de aprendizagem, até do ponto de vista da saúde: do bem-estar físico e psíquico de muitas crianças". 

O candidato do PCP entende que é "essencial" que “nenhuma criança fique para trás” e se adotem medidas que minimizem ao máximo os impactos que se verificaram no primeiro confinamento, nomeadamente, garantir que os pais que se virem obrigados a ficar em casa, possam receber o salário por inteiro.

São necessárias medidas de apoio às famílias. Isso significará que os pais de crianças mais pequenas não poderão ir trabalhar, terão de ficar em casa. É fundamental, por exemplo, que os salários desses trabalhadores sejam pagos por inteiro, sem perda de rendimento, até porque ninguém imaginaria deixar essas crianças ao cuidado dos avós, por razões óbvias". 

João Ferreira insistiu que as autoridades escolares têm de acompanhar esta situação, alertando que as escolas devem permanecer encerradas "o menor tempo possível".  

O Governo vai decidir esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, o encerramento de todos os estabelecimentos de ensino, do Básico ao Superior, com efeitos a partir de sexta-feira. 

Cláudia Évora