Numa primeira reação, João Ferreira começou por agradecer o "exemplo cívico" de todos os "milhares de membros de mesa e trabalhadores de todos o país" que tornaram este acto eleitoral possível e em segurança. 

O candidato do PCP disse que cada voto contado nestas eleições presidenciais são "um ponto de apoio nesta luta que vai continuar por uma vida melhor"

Estou profundamente convencido que esta candidatura trouxe a estas eleições um contributo singular, que irá perdurar para lá dos dias de hoje. Esse contributo foi o de demonstrar no atual momento da vida nacional, a centralidade e atualidade da Constituição da República Portuguesa".

O também eurodeputado comunista defendeu que a Constituição contém as soluções para resolver os problemas do país e do povo: "a exigência do seu cumprimento será uma questão decisiva nos próximos cinco anos"

Chegamos aqui ainda mais empenhados na defesa da democracia, das liberdades e dos direitos democráticos, ainda mais determinados para combater e derrotar projetos antidemocráticos e de confronto com a Constituição da República”, acrescentou.

Recusa comentar números mas assume que queria mais "acolhimento"

João Ferreira recusou fazer considerações sobre os resultados eleitorais “quanto a números”, mas assumiu que gostava que a “visão” que apresentou tivesse tido “o acolhimento mais amplo possível”.

Claro que é nossa intenção que essa visão tenha sempre o acolhimento mais amplo possível. Se me perguntar se eu gostava que fosse mais amplo do que foi, não lhe vou dizer que não, evidentemente que sim, mas não fiz nenhuma consideração quanto a números, nem farei”, frisou o comunista.

O também eurodeputado do PCP e elemento do Comité Central do partido referiu que “não entrou nestas eleições” como se “de uma espécie de corrida se tratasse”.

João Ferreira, ladeado pelo secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, advogou que a candidatura que apresentou a Belém foi no sentido de fazer “uma afirmação distintiva” do que tem de ser o “exercício dos poderes” do Presidente da República.

Não apontámos percentagens, não éramos candidatos a percentagens”, defendeu.

Cláudia Évora