Marcelo Rebelo de Sousa avançou, esta terça-feira, que "não há condições" para adiar as Eleições Presidenciais de 24 de janeiro.

O Presidente da República recandidato ao cargo revelou que questionou novamente os partidos sobre a hipótese de uma revisão constitucional, para o adiamento das eleições.

Eu hoje, ao ouvir os partidos telefonicamente acerca da renovação do estado de emergência, coloquei outra vez a questão da revisão constitucional, e ouvi a posição de todos os partidos sobre isso, e não houve nenhum partido que tivesse defendido a ideia de uma revisão constitucional, e portanto a possibilidade do adiamento", declarou o chefe de Estado durante o debate televisivo na RTP, com todos os candidatos.

Percebendo as razões que ouviu esta terça-feira e ao longo das últimas semanas, o Presidente considerou que "não há condições para a Assembleia da República, que é quem, e só ela, pode rever a Constituição, avançar para uma revisão que permitisse o adiamento" das eleições presidenciais, marcadas a 24 de janeiro".

Questionado sobre um possível aumento da abstenção, o Presidente e candidato defendeu que "todos" têm um papel para que tal não aconteça, e assinalou que os portugueses "têm de perceber" que "o que interessa é que votem" e que "não percam a oportunidade de participar num momento fundamental em plena pandemia e em plena crise económica e social".

Os sete candidatos presidenciais participaram esta terça-feira num debate entre todos, a partir do Pátio da Galé, em Lisboa.

Marcelo Rebelo de Sousa, candidato a um segundo mandato em Belém, participou à distância, a partir da sua residência, depois de ter testado positivo à covid-19

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