O Presidente recandidato ao cargo admitiu, esta quinta-feira, estar preocupado com a abstenção no dia das Eleições Presidenciais, mas afirmou que "fez tudo" para mobilizar ao voto.

Marcelo Rebelo de Sousa explicou que sempre esteve preocupado com a abstenção porque a experiência de outros países europeus (também com eleições em tempo de pandemia) revelou que  "é mais difícil criar uma motivação em termos de voto".

Por outro lado, o atual chefe de Estado relembrou as audiências recorde registadas pelos debates televisivos.

Os portugueses não se divorciaram do debate político e acompanharam como não se via há mais de uma década, aquilo que foi a campanha possível", disse o Presidente, considerando ainda que "É importante que as pessoas pensem que não há suspensão da democracia".

Desta forma, Marcelo assegurou que fez tudo para mobilizar ao voto, como Presidente e como candidato.

Como Presidente, quando coloquei a questão do adiamento ou não das eleições, várias vezes. Como Presidente, quando fiz tudo para alargar o voto antecipado. Como Presidente, quando fiz tudo no decreto presidencial para permitir o voto, pela primeira vez, dos confinados por razões da pandemia, ou apliquei isso especificamente aos lares. E como candidato participando - que eu me recorde como nenhum Presidente que se recandidatou - em três dezenas de entrevistas e de debates no espaço de um mês e dez dias", referiu.

Segunda volta "não é um problema de legitimidade"

No final de uma visita às instalações do grupo do setor automóvel Salvador Caetano, em Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado se receia uma segunda volta - um cenário que na quarta-feira apontou como "quase inevitável" se a abstenção atingir os 70%

Marcelo Rebelo de Sousa admitiu que "é evidente que ter uma segunda volta com uma epidemia como está é uma exigência acrescida, mas não é um problema de legitimidade".

"Numa segunda volta quem ganhar ganha sempre uma maioria muito superior àquela que não existiu na primeira volta. É apenas uma análise que eu faço, mas estou convencido que os portugueses estão muito sensíveis à importância do voto", explicou o candidato.

As eleições presidenciais, que se realizam em plena epidemia de covid-19 em Portugal, estão marcadas para 24 de janeiro e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

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Rafaela Laja