“Só podemos ter outra voz no mundo e outra ambição de presença no mundo se for a partir do reforço destas ligações entre Portugal, Brasil e África”, sublinhou, após um encontro em Lisboa com o ex-Presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso.


“Sem isso Portugal não irá a lado nenhum e ficará aqui fechado, numa periferia da Europa, um pouco dependente dos outros países europeus”, observou, frisando que o imaginário e a política dos últimos 40 anos em Portugal estiveram muito centradas na ideia da Europa e no processo de adesão e integração europeus.

“Isso é muito importante porque Portugal pertence à Europa, mas, de algum modo, esquecemo-nos de outra dimensão da nossa história, que está metaforicamente construída em torno da língua e da comunidade dos países de língua portuguesa e que para nós são decisivos”, vincou.