"O grande desafio que temos pela frente consiste em recuperar desta crise pandémica, resolvendo ao mesmo tempo os problemas estruturais que afetam a competitividade da nossa economia e enfrentando as vulnerabilidades da nossa sociedade", afirmou o primeiro-ministro António Costa esta tarde, na Assembleia da República, na inervenção de abertura do debate do Estado da Nação.

Depois do combate à pandemia de covid-19, a recuperação da economia e o desenvolvimento do país são a grande preocupação de António Costa: "Temos de sair desta crise mais fortes, para irmos mais além e mais rápido na convergência com os países mais desenvolvidos da União Europeia. A trajetória para a convergência é clara: mais qualificações, mais inovação, mais bens e serviços de maior valor acrescentado, asseguram maior competitividade e mais e melhor emprego."

O primeiro-ministro comprometeu-se, ainda, em manter as agendas que, até aqui, têm orientado a estratégia do Governo, nomeadamente nas questões ligadas à habitação, à inovação e qualificação, às políticas climáticas e de coesão territorial, com investimentos nas escolas, património, saúde e transportes públicos. 

"Há um ano, afirmei aqui que o estado da nação era o de uma nação em luta. Dessa luta nos estamos agora a reerguer. Com a dor do luto por aqueles que perdemos no caminho e com as cicatrizes dos sacrifícios que todos tivemos de fazer ao longo destes meses de exceção. Mas reerguemo-nos. Unidos, mais fortes e determinados a construir um país melhor, mais resiliente e mais preparado para vencer os desafios do futuro."

O primeiro-ministro elogiou o trabalho dos profissionais da saúde e da educação, assim como  os funcionários dos lares, das autarquias, da Segurança Social ou os elementos das forças de segurança, todos eles essenciais para que hoje se poder fazer um balanço positivo do trabalho desenvolvido ao longo do último ano.

Da mesma forma, Costa deixou uma palavra para a "resiliência, o espírito empreendedor, a capacidade de iniciativa" dos empresários e assinala a contenção da taxa de desemprego em 7,1% e o aumento das exportações e do investimento empresarial.

"O mote da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia foi: “é tempo de agir”. E agimos", concluiu. 

"Todos estamos convocados para esta tarefa. Todos estamos convocados para responder aos problemas dos portugueses e não deixar ninguém para trás."

Maria João Caetano