Paulo Portas

rejeitada

“muito barulhentos”“incessantemente”


Não há lugar para conversas


eleições para breve

“social-comunista”

"ressabiamento”


Medidas do Governo PS


várias medidassobretaxa de IRS



Ciência e Ensino SuperiorSimplex

Confiança, mais do que números
 

Já quanto às Finanças, a pasta mais badalada dos últimos quatro anos, agora nas mãos de Mário Centeno, o ministro falou só no primeiro dia mas foi citado e criticado nos dois. Depois de ter dito que “a saída limpa foi um resultado pequeno, para uma propaganda enorme”, teve a resposta de Portas um dia depois. O líder do CDS sentiu-se “insultado” em nome dos portugueses. Homem das contas, a direita acusou-o ainda de não ter apresentado “um único número”.

Para o primeiro-ministro, as Finanças não são, ao contrário do último Governo, a segunda pasta na hierarquia. Nem a terceira, mas a quarta. A direita desconfia da governação que aí vem e, por isso, desafiou-o a apresentar uma moção de confiança ao seu Governo. António Costa repescou o slogan eleitoral que apregoava uma “alternativa de confiança” para responder a PSD e CDS-PP.

Este governo já é “confiante”, garantiu. E tem a ajuda de BE, PCP e PEV. O PAN disse 'nim': depois de ter chumbado o programa de Governo da direita, agora absteve-se na moção apresentada contra o programa do Executivo Socialista. 
 
Catarina Martins, Jerónimo de Sousa e Heloísa Apolónia deram a mão a António Costa, com intervenções políticas mais moderadas. Sentiu-se, literalmente, o tom de voz mais baixo para com o PS, já que agora o apoiam no Parlamento. Vincaram, ainda assim, as “diferenças” programáticas relativamente aos socialistas e assumiram o papel de escrutínio que também lhes cabe no cumprimento do(s) acordo(s).

E, recorde-se, eles não excluem a possibilidade de Costa e o seu Executivo serem alvo de moções de censura daqueles três partidos. Nesse caso, a sigla de Portas mudaria para BBNF (Best Friends Not Forever).