Marcelo Rebelo de Sousa promulgou esta quarta-feira o décimo quinto estado de emergência, no âmbito do combate à pandemia em Portugal.

No seu comunicado ao país, o Presidente da República afirma desejar "que fosse a última renovação".

Marcelo explica que Portugal vive agora uma situação de emergência menos restritiva do que há um ano, mas que enfrenta uma situação pandémica "mais intensa" que levou o país a ser o mais mortal de toda a Europa.

Por isso, continua o Presidente da República, "importa lembrar o óbvio": "Quando a economia e a sociedade sofrem, os portugueses encontram caminhos notáveis de adaptação", sentencia.

No seu discurso, o chefe de Estado lembra as dificuldades no fornecimento e na avaliação das vacinas, num momento em que as doses da Johnson & Johnson já estão em Portugal, mas aguardam luz verde da Agência Europeia do Medicamento para que a inoculação comece.

Ainda assim, o Presidente elogia a campanha de vacinação portuguesa, sublinhando que os mais vulneráveis estão a ser vacinados a uma velocidade de cruzeiro. "Isso permite ser observado numa descida no número de mortes e internamentos".

Porém, mesmo que o desconfinamento crie uma sensação de alívio, Marcelo explica que "o caminho que se segue vai ser trabalhoso".

Marcelo pede ainda aos portugueses mais um esforço "para tornar impossível termos de voltar atrás, para que o desconfinamento possa existir sempre com a segurança de que o calendário das restrições e os confinamentos locais - se necessários - garantam o verão e outono diferentes".

O diploma foi aprovado por mais 15 dias, até 30 de abril, "nos mesmos termos da última renovação".

Votaram a favor da renovação PS, PSD, CDS, PAN e a deputada não inscrita Cristina Rodrigues. O Bloco de Esquerda absteve-se, enquanto PCP, PEV, Chega, IL e a deputada não inscrita Joacine Katar Moreira votaram contra.