Fernando Rosas classificou como “uma vitória da democracia” a votação na Assembleia da República que culminou com a aprovação da despenalização da morte medicamente assistida. O histórico bloquista realçou ainda que esta é conquista que “honra a memória de João Semedo”, médico e político militante do Bloco de Esquerda que lutou para que um doente terminal possa antecipar a morte de modo a não sofrer.

Uma vitória da democracia”, reitera Fernando Rosas.

 

Paulo Rangel defende que deveria ser efetuado um referendo sobre a despenalização da morte medicamente assistida dado o caráter de consciência individual que o tema merece. O eurodeputado social-democrata reitera que esta “é uma questão de consciência” que não deveria ser decidido pelos deputados parlamentares, mas sim por uma inquirição à população.

Se é uma questão de consciência individual tem de haver uma consulta às pessoas”, refere Paulo Rangel.

 

Pedro Delgado Alves responde a Paulo Rangel. O deputado socialista lembra que o debate acerca da despenalização da morte medicamente assistida nasceu de um movimento social e de uma petição pública. Delgado Alves enaltece ainda o momento que se viveu, esta quinta-feira, na Assembleia da República que diz ter sido “um debate com elevação e troca de argumentos em sede parlamentar com uma boa demonstração de pluralismo entre os principais partidos".

Esta discussão foi desencadeada a partir de um movimento social”, lembra Pedro Delgado Alves.