O presidente do Partido Socialista, Carlos César, considerou esta sexta-feira o antigo Presidente da República Jorge Sampaio um “homem do mundo”, um “combatente pela democracia”, para além de um “militante cívico inconformado”.

Carlos César, que reagiu à morte de Jorge Sampaio na sede do PS/Açores, em Ponta Delgada, considerou que se está perante uma “notícia triste” para a família, para o PS e para todos os portugueses, tendo considerando o antigo líder socialista um “homem do mundo, bom”, e um “combatente pela democracia”.

Para além de um “militante cívico inconformado”, Carlos César destacou o seu papel enquanto “defensor ativo dos direitos humanos”, o seu “rigor ético”, “humanismo” e a sua “generosidade”, sendo um combatente na resolução das desigualdades sociais.

O presidente do PS anunciou, entretanto, a suspensão da campanha eleitoral para as eleições autárquicas de 26 de setembro.

O antigo Presidente da República Jorge Sampaio morreu hoje aos 81 anos, no hospital de Santa Cruz, em Lisboa.

Antes do 25 de Abril de 1974, foi um dos protagonistas da crise académica do princípio dos anos 60, que gerou um longo e generalizado movimento de contestação estudantil ao Estado Novo, tendo, como advogado, defendido presos políticos durante a ditadura.

Jorge Sampaio foi secretário-geral do PS (1989-1992), presidente da Câmara Municipal de Lisboa (1990-1995) e Presidente da República (1996 e 2006).

Após a passagem pela Presidência da República, foi nomeado em 2006 pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas enviado especial para a Luta contra a Tuberculose e, entre 2007 e 2013, foi alto representante da ONU para a Aliança das Civilizações.

Atualmente presidia à Plataforma Global para os Estudantes Sírios, fundada por si em 2013 com o objetivo de contribuir para dar resposta à emergência académica que o conflito na Síria criara, deixando milhares de jovens sem acesso à educação.

/ AG