O socialista Francisco Assis prometeu hoje defender o Estado Social e o diálogo entre o parlamento e o Conselho Económico e Social (CES) se for eleito presidente deste organismo de concertação e consulta.

Numa audição na Comissão Parlamentar de Trabalho e Segurança Social, a propósito da sua candidatura à presidência do CES, Francisco Assis disse que, se for eleito, “gostaria imenso de contar” com a Assembleia da República e com todos os partidos nela representados.

O centro da democracia portuguesa está aqui”, afirmou, acrescentando que tudo fará para ajudar o parlamento a ser mais forte.

Deputados do PS, PSD e CDS felicitaram Assis pela sua candidatura e colocaram-lhes várias questões relacionadas com a atualidade económica e social, com o futuro do diálogo social e com o papel do CES.

Em resposta, o socialista falou das consequências da crise pandémica para o Estado, para as empresas e para os trabalhadores e considerou a situação complicada.

Francisco Assis defendeu a importância do Estado Social, lembrou que este é um tema constante na maioria dos países europeus e prometeu valorizá-lo.

“Não acho que alguma vez tenha estado em causa no nosso país, mas eu valorizarei isso na presidência do CES”, disse aos deputados.

Salientou as vantagens do diálogo social e da concertação social e reafirmou o papel do parlamento.

A concertação social é muito importante, mas a sede da representação nacional está aqui”, disse.

O candidato socialista defendeu ainda que o CES deve ser um lugar de reflexão participada e procura de soluções para o país.

Francisco Assis admitiu que a atual constituição do CES deve ser alterada, dado que alguns setores da sociedade não estão ali representados.

O PS propôs o seu antigo líder parlamentar Francisco Assis para substituir Correia de Campos na presidência do CES, cuja eleição se realiza na próxima sexta-feira na Assembleia da República.

Para ser eleito presidente do CES, Francisco Assis precisa de dois terços dos votos dos 230 deputados.

A votação de sexta-feira é uma terceira tentativa para eleger o presidente do CES.

Em fevereiro, o antigo ministro da Saúde António Correia de Campos, indicado pelo PS, falhou pela segunda vez a recondução como presidente do CES e decidiu retirar o seu nome de uma eventual terceira tentativa de eleição.

Francisco Assis foi cabeça de lista do PS nas eleições europeias de 2014, mas não voltou a candidatar-se para o Parlamento Europeu em 2019.

/ HCL