Paulo Pedroso saiu do Partido Socialista. O antigo ministro revelou que se desvinculou da militância partidária num texto publicado no domingo no Facebook, no qual deixa várias críticas ao PS. 

O texto acompanha uma notícia sobre o secretário-geral da UGT, Carlos Silva na qual este assume que não é candidato a um novo mandato na central sindical por não sentir o apoio do PS.

Eu hoje sou um socialista democrático, preocupado com o futuro do sindicalismo e desvinculado da militância partidária e partilho com Carlos Silva o desencanto com o modo como esse partido trata, não a UGT, mas o sindicalismo em geral", escreve Pedroso.

Paulo Pedroso foi ministro do Trabalho e da Solidariedade do governo de António Guterres.

Nesta publicação no Facebook, tece duras críticas ao PS de António Costa, visando concretamente a sua relação com os sindicatos.

Concordo que o desinteresse do PS pelo sindicalismo que se agravou desde que António Costa é Secretário-Geral e Primeiro-Ministro é motivo para quem não quer a desinstitucionalização das relações laborais pensar que via socialista é esta que a direção do PS de António Costa adotou", sublinha. 

 

O também antigo porta-voz do PS confirmou que deixou de ser militante do PS antes das eleições legislativas de outubro, sem querer avançar as razões da saída.

Saí do PS há meses, antes das eleições, mas pelos vistos só hoje deram por isso numa leitura mais atenta a um comentário meu sobre sindicalismo.”

Questionado sobre as razões que o levaram a desfiliar-se do PS, Paulo Pedroso foi lacónico, respondendo: “Aconteceu, não tem nenhuma leitura. Um dia falaremos sobre isso”.