Os jornalistas Anselmo Crespo, Filipe Santos Costa, Miguel Pinheiro e Natália Carvalho foram esta sexta-feira ao programa 21ª Hora fazer um balanço do ano de 2019.

Santos Costa destacou as eleições legislativas como o momento em que existiu uma reconfiguração do quadro parlamentar e da política portuguesa como a conhecemos.

O jornalista afirmou que o eleitorado está disponível para novas propostas e está disposto a alinhar-se com novos projetos políticos.

Santos Costa sublinhou que a vitória de Costa nas eleições foi "poucochinha", mas foi contrastante com a derrota brutal de Rui Rio.

Se o PSD tivesse um líder funcional que não passasse metade do tempo a atacar o próprio partido, talvez tivesse tido um resultado diferente", afirmou.

O jornalista Miguel Pinheiro foi um dos convidados no debate da 21ª Hora sobre os principais acontecimentos de 2019.

O jornalista destacou a crise do Serviço Nacional de Saúde, afirmando que a mesma veio demonstrar que “o truque para a consolidação do Orçamento estava em deixar cair os serviços públicos e em arrastar os problemas com a barriga”.

Miguel Pinheiro disse ainda que a crise do SNS foi mal aproveitada politicamente por um PSD que “vive num estado narcisista suicida”.

Natália Carvalho elegeu a “consolidação de uma prática constitucional” dos “partidos à esquerda do PS possam entrar no arco da governação” como o acontecimento político do ano, algo que antes “não se aceitava”.

Para a jornalista a Geringonça demonstrou ser “um grande avanço”, que afastou “a diabolização que alguma elite, sobretudo empresarial” colou ao projeto político. No entanto, sublinha que isso acabou quando se percebeu que a solução não punha em causa “os interesses que essa elite temia”.

Apesar de tudo não comem criancinhas ao pequeno-almoço”, sublinhou, referindo-se ao Partido Comunista Português e ao Bloco de Esquerda.

Anselmo Crespo escolheu, à semelhança de Filipe Santos Costa, a eleição de três novos partidos para a Assembleia da República, algo que justifica como “sintoma de um mal maior”.

Esse mal, para o jornalista, é o facto de os partidos tradicionais serem incapazes de dar respostas às reais preocupações das pessoas, levando a que o eleitorado procure “outros rostos”.

/ JR