“O Governo de Portugal foi o que menos fez: somos o estado com maior percentagem de empresas por apoiar”, acusou Adão e Silva, do PSD, na sua intervenção de fundo no debate do Estado da Nação, juntando a isso críticas sobre as falências e a taxa de desemprego. Segundo o PSD, o Governo governa não para os portugueses mas antes para os seus “apoiantes de ocasião”.

"Não falta dinheiro para enterrar na TAP e no Novo Banco mas falta para apoiar empresas", disse Adão e Silva, que criticou ainda a atuação do Governo em relação à EDP, "um novo sorvedouro" do dinheiro do Estado.

"Estranho que seja o governo a fazer o esforçado papel de defesa da EDP" na questão da venda das barragens e "fuga aos impostos".

Para estes três casos, "vai uma bazuca de todos os contribuintes", diz o vice-presidente do PSD.

Critica as estratégias do PRR: "também aqui o Governo vira as costas ao nosso tecido empresarial e privilegia os gastos públicos que por norma têm um maior reconhecimento eleitoral".

O líder da bancada do PSD elenca todos os casos que assolaram o Ministério da Administração Interna no último ano - desde os festejos do Sporting à invasão da propriedade privada em Odemira (no caso do Zmar), passando pela extinção do SEF. "São demasiados os exemplos da completa descoordenação no MAI" , disse.

Disse o Senhor Primeiro-Ministro neste Parlamento que tem um excelente ministro da Administração Interna. Ficamos assim a conhecer o patamar de exigência do chefe do Governo que se revê com entusiasmo e orgulho na actuação deste ministro tão seu amigo", disse.

E, entre tantas críticas, reforça a sua preocupação com o SNS - a falta de médicos de famílias e as listas de espera para cirurgias, exames e até consultas. "O que se passa hoje nos centros de saúde com a falta de respostas é trágico, muito trágico".

Portanto, o vice-presidente do PSD conclui que o estado da nação não é bom, uma vez que este governo se verga perante os mais fortes em vez de apoiar os mais fracos e está

"Precisamos de uma aposta nas empresas para uma recuperação mais robusta" e "de uma Administração Pública despartidarizada" e, em vez disso, diz, temos um governo que está  "nas mãos da esquerda parlamentar radical" e em que o interesse é defender os amiguinhos". "Temos um Governo com tiques de clientelismo e de nepotismo", disse.

Maria João Caetano