José Pedro Aguiar-Branco avisou José Sócrates que depois das eleições internas no PSD, que diz estar à espera de vencer, a oposição será feita por um partido «diferente».

«O engenheiro Sócrates que se cuide, porque o PSD vai ser um partido diferente, com capacidade vencedora, com energia e eu estou absolutamente seguro que esse cimento de unidade com capacidade vencedora vai acontecer a partir do dia 27», declarou o candidato à liderança do PSD.

José Pedro Aguiar-Branco mostrou-se confiante na vitória da sua candidatura, salientando que se for vencedor a união do partido será reforçada de forma mais intensa.

«Estou confiante de que amanhã [sexta feira] a maioria dos militantes do PSD veja nesta candidatura uma candidatura vencedora», afirmou Aguiar-Branco à chegada a um almoço com militantes do partido, apoiantes da sua candidatura.

No entanto, referiu também que, «seja qual for o vencedor, o partido será diferente, mais unido e coeso», alertando o primeiro-ministro para a força do partido que vem a partir do dia 27.

«O próximo presidente do PSD tem de ter uma grande capacidade de concertação social, que una e junte as pessoas e que não faça a exclusão e crispação que a governação do engenheiro Sócrates, introduziu na sociedade portuguesa nos últimos cinco anos», acrescentou. Mas se for ele o vencedor as características de união e coesão serão «reforçadas».

«Se for eu [o vencedor] acho que estará reforçado porque me situo acima de facções, acima de sensibilidades e por isso quero acreditar que comigo isso pode acontecer de forma mais veemente», disse o candidato.

«Os militantes têm recebido esta mensagem e a minha candidatura é uma candidatura em crescimento sustentável e espero que amanhã, no final da contagem dos votos, esta mensagem tenha sido passada de forma vencedora», concluiu.

O candidato transmitiu ainda uma mensagem de confiança no partido, «que venha a representar um Governo de coragem e com um primeiro-ministro com consenso».

Além de Aguiar-Branco, concorrem à liderança do PSD os candidatos Pedro Passos Coelho, Paulo Rangel, e Castanheira Barros.