Paulo Rangel recusou este sábado comentar as mais recentes palavras de Rui Rio sobre eventuais datas para as eleições legislativas, afirmando que "é uma competência exclusiva do Presidente".

"De mim, não ouvirão nenhum condicionamento, nem nenhuma referência a esse respeito, porque a minha preocupação é apresentar um programa para os portugueses", disse, à margem de uma visita à Festa da Castanha, em Sernancelhe.

"Estar com tricas, com insinuações, com política disto ou daquilo... não contem comigo para isso", atirou

Rangel revelou estar a aguardar "com toda serenidade" os desenvolvimentos seguintes, estando também "concentrado" em delinear as bases do programa eleitoral do PSD.

O eurodeputado referiu que, com as eleições internas a dia 04 de dezembro, “há tempo perfeito para depois fazer as eleições legislativas”, considerando “mau que não vá um líder legitimado às eleições”.

Mas isto é mau para quem? Para Portugal, porque a minha preocupação é criar um programa eleitoral que seja realista, que possa ser cumprido, que suba o nível e a qualidade de vida dos portugueses e não estamos aqui com guerras de alecrim e manjerona”, afirmou aos jornalistas, durante uma visita à Feira da Castanha de Sernancelhe.

Neste âmbito, deixou um aviso: “Quem quer fazer política partidária desse tipo, fica a fazer sozinho, não conta comigo para isso”.

Paulo Rangel explicou que está focado em apresentar “um programa eleitoral que esteja concentrado na ideia de mobilidade social, subir na vida, criar mais riqueza para poder combater a pobreza, distribuindo melhor os rendimentos resultantes dessa criação de riqueza”.

Na sua opinião, “se os militantes do PSD virem que há um programa para Portugal que é um programa com condições de vencer, de mudar a política socialista, um programa reformista, com certeza que vão aderir mais facilmente” à sua candidatura.

Portanto, não há um divórcio, pelo contrário, há verdadeiramente uma convergência entre a candidatura às [eleições] internas e, se isso foi caso, a candidatura às eleições legislativas no tempo próprio”, sublinhou.

O eurodeputado disse que Marcelo Rebelo de Sousa “tratará do que tem de tratar” e de si “não ouvirão nenhum condicionamento, nem nenhuma referência a esse respeito”, avisando que não contem com ele para “estar com tricas, com insinuações”.

Pedro Falardo / Com Lusa