O líder parlamentar do PSD exigiu esta quinta-feira que o presidente da bancada socialista «fale verdade», acusando o PS de estar «a instrumentalizar partidariamente uma questão de Estado» como é a escolha do novo Provedor de Justiça, escreve a Lusa.

«Claramente, o PS e o seu grupo parlamentar estão a instrumentalizar uma questão de Estado que é importantíssima e isso é inaceitável», afirmou o líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, em declarações aos jornalistas no Parlamento.

Provedor Justiça: PS à procura de uma «personalidade»

Questionado sobre as declarações do líder da bancada socialista, Alberto Martins, que ao final da manhã acusou o PSD de ser não ser «um parceiro fiável», Paulo Rangel disse apenas que tem «o maior respeito» pelo presidente da bancada do PS, mas exigiu que ele falasse verdade.

«Só exijo que fale verdade e não ponha em causa a minha honorabilidade», salientou.

À saída da reunião da bancada socialista, Alberto Martins adiantou que o PS está «à procura de uma personalidade» para o cargo de Provedor de Justiça, em conversações «multilaterais», falhado o «diálogo bilateral» com o PSD.

«É muito difícil dialogar com o PSD»

«Estamos a consultar os outros partidos, mas queremos dialogar com todos. O PSD é um partido, como sabem, com o qual é muito difícil dialogar», disse Alberto Martins.

Alberto Martins justificou ainda o abandono por parte do PS do «diálogo bilateral» com os sociais-democratas acusando o PSD de não ser «um parceiro fiável».

«O PSD é um partido, como sabem, com o qual é muito difícil dialogar. Denunciou o acordo para o pacto de justiça, tínhamos um acordo com o líder parlamentar anterior do PSD para a lei autárquica que foi quebrado, portanto o PSD não tem sido um parceiro fiável na negociação parlamentar e agora aconteceu isto», sustentou.
Redação / PP