Rui Rio reagiu esta segunda-feira às declarações de Mário Centeno sobre as projeções feitas pelo PSD e acusou o socialista de se aproveitar de ser ministro das Finanças para baralhar os números e confundir os portugueses.

“O professor Joaquim Sarmento vai, daqui por pouco tempo, comentar ponto a ponto o que Mário Centeno disso. É lamentável que alguém que é o ministro das Finanças, e se deve comportar tecnicamente acima de qualquer suspeita, baralhe os números todos de uma forma absolutamente ridícula. Mas isso o professor Joaquim Sarmento vai-lhe dar uma aula - porque ele é professor  - para ele saber ler o quadro macroeconómico do PSD", afirmou à porta da Adega Cooperativa Regional de Monção.

Para o líder do PSD, as afirmações do ministro das Finanças, que percebe de números, são apenas uma estratégia para baralhar os portugueses.

"António Costa baralha os números porque não os domina. Mário Centeno baralha os números propositadamente para enganar as pessoas", acusou Rui Rio.

Esta manhã, sensivelmente ao mesmo tempo que Rui Rio falava aos jornalistas, Mário Centeno dizia estar disponível para debater com o presidente do PSD as previsões macroeconómicas dos programas eleitorais dos dois partidos.

O PSD já reagiu, com a garantia de que, ainda hoje, Joaquim Sarmento vai responder às declarações desta manhã e que o candidato social democrata Álvaro Almeida, co-autor do cenário macroeconómico e coordenador do CEN para as Finanças Públicas, "está disponível para debate, se alguém quiser marcar".

E Tancos?

Tancos continua como assunto do dia, mesmo com Rui Rio a dizer que "sobre Tancos já todos dissemos o que tínhamos a dizer".

"Sobre Tancos já dissemos todos o que tínhamos a dizer. Se eu aqui estou a falar é a comentar o que o PS disse. Se o PS quer tirar Tancos da campanha já teve oportunidade de tirar. O PS quando quiser, deixa de falar em Tancos", atirou Rio.

Para o líder do PSD, é necessário falar sobre Tancos mesmo que seja para dizer "sempre a mesma coisa", uma vez que não se podem ignorar as provas que existem.

"É obrigação dos líderes da oposição, particularmente do líder da oposição, fazer a análise política daquela situação. Ninguém está a fazer um julgamento seja a quem for.  Eu não posso negar, ninguém pode negar, fazer de conta que não vê, para fazer o jeito ao PS, que não existe um SMS clarinho como água. Portanto, ou vêm dizer que aquilo é completamente mentira e que o Ministério Público inventou - então aí é diferente e eu já passo a não ter grandes certezas - ou então, é como eu digo e ponto final: o PS tem demonstrado um crescente desnorte (...) com meias mentiras e meias verdades para confundir e enganar as pessoas", afirmou.

Em Monção, onde deu início à segunda semana de campanha, o líder do PSD lembrou ainda que foi o PS "que pôs no jornal que havia uma conspiração do Ministério Público contra o PS" por causa do caso Tancos.

"Eu não disse nada disso", garantiu.

O dia de campanha continua em Barcelos e termina com o Arraial na Malafaia.