Na vida pública, diz Rui Rio, “em muitas situações” é preciso deixar cair os amigos. Mas ao mesmo tempo, o presidente do PSD considera que “é uma canalhice” aproveitar-se “da fragilidade de outros para se alcandorar a si próprio”.

Rio negou assim categoricamente – tal como já tinha feito o PSD na terça-feira à noite - que tenha afirmado, numa reunião na segunda-feira com militantes em Viseu, que “não deixa cair os amigos”, quando questionado sobre o caso das falsas presenças de José Silvano no parlamento.

Eu tenho uma vida política e pessoal e distingo muito bem isso. Eu não deixo cair os amigos na minha vida privada. Na minha vida pública, infelizmente, em muitas situações, temos de deixar cair os amigos se eles não se portarem como deve ser, jamais poderia ter dito uma coisa dessas.”.

Em declarações aos jornalistas, no final de uma visita à feira “Portugal Exportador 2018”, em Lisboa, acrescentou que o interesse público tem de estar acima das relações pessoais.

O presidente do PSD lamentou que tenha sido transmitida dessa reunião “uma mentira” sobre algo que não disse e, questionado se afirmou em Viseu que “seria um canalha se deixasse cair José Silvano” por este caso em concreto, respondeu de forma mais abrangente.

Quando estamos na vida, seja pública ou não pública, não é bonito, à custa daquilo que é o politicamente correto, tentarmos dar uma imagem de nós próprios à custa do prejuízo dos outros. Eu disse que é uma canalhice quando alguém na sua vida se aproveita daquilo que é a fragilidade dos outros para se alcandorar a si próprio, isso não é bonito.”.

Sobre se admite que este caso deixou José Silvano fragilizado, o líder do PSD escusou-se a responder. “Já me perguntaram uma, duas, três, quatro, cinco, seis vezes. Já dei essa resposta, nem gostaram quando brinquei em alemão”.