O líder do PSD fez esta segunda-feira "um balanço negativo" da Festa do Avante, considerando que "o PCP percebeu o erro que cometeu" ao organizar o evento neste período de pandemia.

Faço um balanço negativo, e nem o Partido Comunista conseguiu mobilizar as pessoas que gostaria. Do lado da saúde pública, ainda bem, mas penso que o PCP terá percebido o erro que cometeu", disse o presidente do PSD, à margem de uma vista a uma escola de Vila do Conde, no distrito do Porto.

Rui Rio rebateu, ainda, as críticas que Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, fez, no domingo, no discurso de encerramento da Festa do Avante, considerando que este "não esteve bem".

Ouvi o secretário-geral do PCP dizer algo extraordinário, afirmando que queriam 'calar o Partido Comunista, mas não conseguiram'. Isso não faz sentido, o PCP diz o quer, não tem que usar um festival de música para se exprimir politicamente. Ninguém quis calar, o PCP não esteve bem", argumentou.

O presidente dos sociais-democratas considerou que "é clara" a abertura do PCP para negociar o próximo Orçamento de Estado com o PS, mostrando-se expectante em ver como o "Governo vai lidar com um rol de reivindicações" dos partidos da esquerda parlamentar.

"O Governo está a construir o orçamento com o PCP e Bloco de Esquerda. Os 900 milhões de euros que o Estado pode vir a pagar ao Novo Banco, é uma matéria que os três têm de resolver, não é comigo", acrescentou Rui Rio.

Sobre a posição do seu partido no debate e votação do Orçamento de Estado, o líder do PSD está à espera que "o documento, e as suas normas, sejam apresentado na Assembleia de Republica para então dar a sua opinião e decisão".

/ SS