O presidente do PSD, Rui Rio, disse esta terça-feira, em Coimbra, que a mudança do comandante operacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) a cerca de um mês do início verão causa uma preocupação "muito grande".

Mudar o comandante nacional a um mês do calor, quando estamos na iminência de ter muitos incêndios, é evidente que é muito preocupante e o Governo tem mostrado incapacidade para lidar com este dossiê", frisou o líder social-democrata.

Rui Rio, que falava aos jornalistas na Alta de Coimbra, depois de um encontro com estudantes universitários de Erasmus, salientou que o Governo, "desde que assumiu funções, ainda não acertou com o comandante que deve chefiar a ANPC em Portugal".

Para o dirigente do PSD, a maior falha do Governo "foi justamente na área da Proteção Civil".

[A mudança] não augura nada de positivo e até tenho de dar, de certa forma, os parabéns ao [novo] comandante que assumiu uma tarefa muito difícil", disse o social-democrata.

Segundo Rui Rio, não é qualquer pessoa que "está disponível para agarrar nesta tarefa tão em cima do acontecimento", sendo, portanto, "alguém que, realmente, vai prestar uma missão muito difícil e deve merecer o nosso reconhecimento".

Perante uma substituição do comandante da ANPC nesta fase, acrescentou, "é fundamental que os portugueses, através do Parlamento, tenham conhecimento das verdadeiras razões pelas quais o anterior comandante nacional resolveu sair".

O grupo parlamentar fez o que lhe compete que é chamar a pessoa para explicar os problemas, que se não forem do conhecimento público mais dificilmente serão resolvidos", sublinhou.

Considerando que existe problemas naquele organismo, o líder social-democrata espera que as "coisas corram bem, o que a acontecer será com uma dose de sorte, porque em termos de planeamento, até hoje, não foi feito o que devia ter sido feito".

O coronel José Manuel Duarte da Costa foi designado segunda-feira pelo secretário de Estado da Proteção Civil para exercer as funções de comandante operacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), substituindo no cargo o coronel António Paixão.

Segundo um comunicado do Ministério da Administração Interna, o coronel António Francisco Carvalho da Paixão "pediu a exoneração do cargo por motivos pessoais".