A Juventude Social Democrata (JSD) enviou esta quinta-feira um ramo de cravos vermelhos para a sede do PS, no Largo do Rato, em “jeito de protesto” por Portugal ter sido considerado um país com “uma democracia com falhas”. 

No passado dia 03, Portugal desceu de categoria no Índice de Democracia elaborado anualmente pela revista The Economist, deixando de ser um “país totalmente democrático” para regressar à categoria de “democracia com falhas”, um recuo impulsionado pelas medidas restritivas impostas pela pandemia.

Assim, “em jeito de protesto por Portugal ter sido considerado uma “democracia com falhas”, a JSD decidiu enviar um ramo de cravos vermelhos para o Largo do Rato”, pode ler-se no comunicado da juventude enviado às redações, juntamente com uma fotografia do ramo.

A acompanhar os cravos vermelhos, está uma nota assinada pelo presidente da JSD, Alexandre Poço, dirigida ao Secretariado Nacional do PS: “Reconhecemos no PS, com todas as suas falhas, um partido que sempre lutou pela democracia. Está nas vossas mãos alterarem o rumo da vossa governação”.

Segundo o relatório de 2020 divulgado pela The Economist Intelligence Unit, com o título “Na saúde e na doença?”, as restrições impostas como forma de conter a propagação da covid-19, nomeadamente os confinamentos gerais, o distanciamento social e várias outras medidas, explicam grande parte da queda da categoria de “país totalmente democrático” para “democracia com falhas”.

A par da reversão das liberdades democráticas por causa da pandemia, outra das questões que contribuíram para a quebra da pontuação média de Portugal no Índice foram a redução dos debates parlamentares ou ainda “a falta de transparência no processo de nomeação do presidente do Tribunal de Contas”.

Ainda que as restrições impostas pela pandemia sejam uma variável comum a vários países, nomeadamente europeus, o índice nota que no que à Europa Ocidental diz respeito, apenas países (Portugal e França) caíram de categoria o que faz com que sejam agora 13 os que são considerados como “país totalmente democrático”.

Entre os sete classificados como “democracia com falhas” contam-se ainda Itália, Malta, Chipre, Grécia ou Bélgica.

/ RL