A polémica das relações familiares no seio do Governo socialista acaba de provocar uma demissão. O secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, nomeou para adjunto do seu gabinete um primo, Armindo dos Santos Alves, em novembro de 2018. É este adjunto que sai agora da equipa ministerial.

O Observador noticia que confrontou o ministério do Ambiente com esta relação familiar, sendo que "o adjunto Armindo Alves apresentou hoje [quarta-feira] a sua demissão". Ou seja, acabou afastado não quem nomeou, mas o nomeado.

Fonte oficial do ministério de João Pedro Matos Fernandes disse ainda ao mesmo jornal online que "o ministro do Ambiente não sabia desta relação familiar", e que depois de analisado o assunto, a consequência foi esta.

Segundo a agência Lusa, que confirmou a demissão junto de fonte do Ministério do Ambiente, "o ministro soube ontem [terça-feira]" da existência desta relação familiar.

O primeiro-ministro tem desvalorizado os graus de parentesco no seu Governo, dizendo que isso não é critério para deixar de nomear alguém e que não significa "incapacdidade para o exercício de uma função num gabinete". António Costa disse-o no último sábado, em entrevista à TSF e ao Dinheiro Vivo, mas também admitiu que existiria "uma questão ética se alguém nomeasse um familiar seu". Foi o que aconteceu neste caso, diretamente.  

Segundo o Observador, o primo do governante vai agora voltar a exercer funções onde antes trabalhava, nos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Loures. Já Carlos Martins mantém-se no cargo de secretário de Estado do Ambiente.

Carlos Martins, secretário de Estado do Ambiente

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