O PSD questionou hoje o Governo se confirma o aumento de remunerações de vários administradores da TAP e se “já deu ou vai dar orientações para que decisão seja revertida com caráter imediato e efeitos retroativos”.

A pergunta do PSD foi esta terça-feira entregue na Assembleia da República e é assinada à cabeça pelo vice-presidente da bancada Afonso Oliveira e pelos deputados Cristóvão Norte e Carlos Silva.

Os deputados sociais-democratas referem-se a notícias de segunda-feira, segundo as quais vários administradores da TAP foram aumentados nos últimos meses, entre eles o CEO interino Ramiro Sequeira, que terá duplicado o salário.

É deplorável que tal suceda quando se está na iminência de verificar na TAP o maior despedimento coletivo público de que há memória e a impor perdas significativas nos salários dos seus colaboradores”, criticam os deputados do PSD.

Na segunda-feira à noite, numa publicação no Twitter, também o presidente do PSD, Rui Rio, já tinha lamentado os noticiados aumentos de administradores na TAP.

O que um Governo de esquerda - que se diz sempre preocupado com os mais desfavorecidos - aprova em matéria salarial numa empresa falida que só sabe viver de mão estendida para o contribuinte ... o tal que suporta a brutal carga fiscal”, escreveu Rio.

Na pergunta hoje entregue no parlamento, os deputados sociais-democratas consideram que “não será deste modo que se encontra a paz social na empresa e se criam as condições para que qualquer plano seja coroado de êxito”.

Não será deste modo, manchando a reputação da empresa e descredibilizando-a perante Bruxelas, decidindo em sentido oposto ao que está inscrito no plano de reestruturação para os demais trabalhadores, que se negoceia com a Comissão Europeia em condições adequadas”, lamentam.

Os deputados do PSD dizem ter aguardado um desmentido do Governo, “o que não sucedeu”, pelo que perguntam ao executivo se confirma as referidas notícias e se vai ordenar a reversão dos aumentos.

Esta decisão mina a confiança dos cidadãos num Governo que decidiu colocar 3,7 mil milhões de euros dos seus impostos, mas que persiste em se recusar a dar a conhecer ao parlamento o plano de reestruturação que será objeto de negociação em Bruxelas, privando os representantes dos portugueses de exercerem qualquer escrutínio”, defendem.

Também o BE já tinha hoje entregado no parlamento uma pergunta sobre o mesmo assunto.

/ BC