O CDS-PP insurgiu-se hoje contra os atrasos na atribuição de pensões de reforma e outras prestações sociais, responsabilizando o Governo pela falta de organização e moral” no funcionamento da Segurança Social, que acusou de “esbanjar recursos em compadrios”.

“Aquilo que nós vimos na Segurança Social das festas, que ainda não vimos nenhum responsável governativo a distanciar-se disso, não ouviu no governo anterior, é muito grave”, disse, numa alusão a uma reportagem divulgada pela TVI relatando o caso de um diretor que alegadamente organiza festas em formações em horário de serviço.

“Enquanto não estão a responder às pessoas que mais precisam estão a esbanjar recursos em compadrios partidários”, acusou.

Pelo PSD, a deputada Mercês Borges considerou que a política do Governo de apoio ao envelhecimento “é só conversa” e aludiu também à mesma reportagem, criticando que os funcionários até “tem tempo para ir a festas no horário de trabalho”.

Filipe Anacoreta Correia frisou que a Provedora da Justiça “tem sido o eco e a voz daqueles que não têm vez”, frisando que “40% das 60 queixas diárias que recebe são relativas ao funcionamento da Segurança Social, sobretudo relacionadas com a atribuição de pensões de reforma”.

Pelo PS, a deputada Maria da Luz Rosinha disse que os socialistas “não recebem lições de ninguém no que à solidariedade diz respeito” e lembrou que o quadro de funcionários do Centro Nacional de Pensões já foi reforçado com 80 trabalhadores através de concurso interno.