Com um mês de atraso em relação à data que tinha indicado, o ministro da Defesa Nacional enviou esta quarta-feira ao Parlamento, o dossier que tinha prometido sobre o furto de material militar da base de Tancos.

O dossier é intitulado Tancos: factos e documentos, segundo uma nota do ministério da Defesa.

[Apresenta] todas as medidas identificadas no seguimento da ação da tutela, dos ramos e da Inspeção-Geral da Defesa Nacional que têm em vista garantir que um incidente como o de Tancos não se repita”.

Com a divulgação do documento, o Governo pretende “contribuir para o esclarecimento tão rigoroso e claro quanto possível, dos vários planos em que teve que ser ponderado o incidente de Tancos”.

Este documento foi também entregue ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, antes da reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional, que decorreu hoje à tarde Palácio de Belém, confirmou à Lusa a Presidência da República.

Azeredo Lopes tinha afirmado, numa audição no parlamento a 16 de janeiro, que pretendia enviar à Assembleia da República “em fevereiro” um “dossier documental” com todas as medidas estruturais que foram tomadas na sequência do apuramento do que correu mal em Tancos. Há semana e meia, o ministro negou que estivesse em atraso.

Recorde-se que o furto de material militar em Tancos foi divulgado pelo Exército há nove meses, mais exatamente a 29 de junho do ano passado.