O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, afasta para já a possibilidade de Portugal reconhecer oficialmente o Estado palestiniano, à semelhança da Suécia, considerando que devem manter-se as negociações entre Palestina e Israel.

A Suécia reconheceu na quinta-feira oficialmente o Estado da Palestina, informou a ministra dos Negócios Estrangeiros sueca, Margot Wallstrom, manifestando a esperança de que esta atitude «abra caminho para outros» países fazerem o mesmo.

Questionado sobre se o Governo português pondera fazer o mesmo, Rui Machete considerou que «por enquanto é cedo».

«Mantemo-nos fiéis à ideia de que é preciso construir dois Estados naquele território. Não pensamos que se deva interromper o processo de negociações até se alcançarem resultados sólidos. A partir daí, veremos, mas por enquanto é cedo para pensarmos nisso», declarou aos jornalistas na quinta-feira à noite, em Lisboa, à margem de um jantar promovido pela Câmara de Comércio Luso-Chinesa.

Enquanto os palestinianos saudaram a iniciativa, Israel convocou o embaixador sueco para expressar a sua desilusão e protestar. Há muito que Israel insiste que a Palestina só pode receber o prometido Estado através de negociações diretas e não através de outros canais diplomáticos.

Sete países-membros da União Europeia, na Europa de leste e no Mediterrâneo, já reconheceram o Estado palestiniano - Bulgária, Chipre, República Checa, Hungria, Malta, Polónia e Roménia. A Islândia, que não pertence à União Europeia, foi o único país da Europa ocidental que o fez até agora.
Redação / EC