O candidato do PSD à Câmara do Porto Vladimiro Feliz afirmou hoje que, caso vença as eleições no domingo, terá “muito gosto” em ter o candidato independente Rui Moreira como “vereador sem pasta”, acusando-o de estar “muito nervoso”.

O Dr. Rui Moreira está a crescer e muito nervoso como se tem visto, aliás, admitiu ser meu vereador da cultura. Eu digo que poderia aceitar muitas pastas, menos essa”, afirmou o cabeça-de-lista de PSD à Câmara do Porto nas eleições autárquicas de domingo.

Numa arruada no bairro de Aldoar, na União de Freguesias de Aldoar, Foz e Nevogilde, Vladimiro Feliz recordou o momento em que foi impedido de entrar no Museu do Romântico para afirmar que quer “cultura para todos e não só para os amigos do presidente da câmara”.

“Terei muito gosto em tê-lo como vereador sem pasta, quanto muito vereador da propaganda, que é naquilo que ele é bom”, criticou.

Na segunda-feira a Rádio Renascença noticiou que, numa arruada na freguesia do Bonfim, o independente Rui Moreira, que se recandidata a um terceiro mandato, afirmou estar "disponível", se Vladimiro Feliz “for eleito presidente e precisar de um vereador da cultura" e se "garantir autonomia e os recursos" que o movimento independente tem disponibilizado.

Aos jornalistas, o candidato do PSD disse hoje estar “muito animado e com muita energia”, salientando que o partido é a “única candidatura a subir nas sondagens”, a propósito da sondagem feita para o jornal Público e RTP, hoje divulgada, que revela 14% de intenção de voto para o PSD no Porto.

“Sentimos as ruas e as pessoas connosco, muita gente indecisa à procura de uma alternativa e de um Porto que mexa, porque o Porto está parado porque a câmara não mexe”, salientou.

Na arruada desta manhã, o social-democrata ouviu as queixas de vários moradores sobre a falta de condições de habitabilidade, bem como de equipamentos desportivos para as crianças nas envolventes.

“No quarto das minhas filhas escorre água por causa das obras, fora a bicharada, temos ratos e baratas. Fazem as obras para quê?”, questionou uma moradora que interpelou Vladimiro Feliz logo à chegada ao bairro.

Mais à frente, as queixas somavam-se, com um morador a apelar para que ali fosse construído um “lugar de culto para os evangélicos” e outro, um recinto e parque para as crianças do bairro.

Face às reivindicações que foi ouvindo, o candidato social-democrata disse ser necessário “pensar a cidade de outra maneira”, com “uma nova estética, funcionalidade e configuração”.

“Temos de priorizar os bairros que têm populações mais velhas e criar condições de acessibilidade para que essas pessoas com mobilidade reduzida mais velhas possam usufruiu do espaço público e envelhecer ativamente”, defendeu, acrescentando ser também preciso trazer “a prática desportiva e de lazer” para os jovens.

Agência Lusa / HCL