O Conselho Nacional extraordinário do PSD reúne-se na quinta-feira, às 17:00, no Porto Palácio, na Invicta, apurou a TVI

O único ponto na ordem de trabalhos é a apreciação e votação, nos termos do artigo 68.º dos estatutos, de moção de confiança à comissão política nacional do PSD.

Com a escolha de quinta-feira para a realização do Conselho Nacional extraordinário, no Porto, pretendeu-se permitir uma clarificação rápida da situação interna, disse entretanto à agência Lusa um dirigente social-democrata.

Em relação à questão de a reunião decorrer às 17:00, hora em que estão a decorrer trabalhos parlamentares, o mesmo dirigente respondeu assim:

Os deputados podem sempre justificar a sua ausência dos trabalhos parlamentares por estarem em trabalho político e apenas uma parte faz parte do Conselho Nacional”.

Hoje, segunda-feira, o presidente Rui Rio avisou que não vai "andar a animar a comunicação social" sobre questões internas do partido.

Sou obrigado a vir trazer as coisas do partido à praça pública por aquela razão, agora não contem comigo para andar a animar a comunicação social esta semana com coisas internas".

Depois de se ter reunido com o Presidente da República, o antigo líder parlamentar do PSD Luís Montenegro acusou Rio de ter tido “medo” de convocar diretas no partido, mantendo a sua disponibilidade de ser candidato, se algum órgão as convocar.

Recorde-se que, na última sexta-feira, o líder social-democrata foi desafiado pelo ex-líder parlamentar Luís Montenegro para convocar eleições diretas antecipadas, mas rejeitou antecipando-se: anunciou que iria submeter direção a um voto de confiança do Conselho Nacional, que vai então realizar-se daqui a três dias.

O líder do PSD frisou nesse dia que Montenegro podia ter-se candidatado às eleições internas, em 2018, mas que não o fez por razões "puramente táticas". E, por isso, o presidente social-democrata fechou a porta à convocação de novas eleições. 

Rio chegou a ser recebido, ainda nesse dia, pelo Presidente da República. No final da reunião, disse que não ia "fazer de conta que nada está a acontecer". Acabou por responder ao repto de Montenegro não da forma que este queria.

O regulamento do Conselho Nacional determina ainda que as votações se realizam por braço no ar, com exceção de eleições ou se tal for requerido “por pelo menos um décimo dos membros do Conselho Nacional presentes”.

Integram o Conselho Nacional 136 membros, cerca de 70 eleitos e quase o dobro por inerência.