O líder do PSD alertou esta sexta-feira que o atual “alívio” nas restrições relacionadas com a Covid-19, “se exagerado, pode ser perigoso” para “outubro ou novembro”, frisando que a economia nacional “não aguenta” uma nova vaga da pandemia.

“Nota-se um certo alívio nas pessoas e, se for em exagero, pode ser perigoso, não no imediato mas em outubro ou novembro. Temos de ser contidos para não ter, naqueles meses, uma nova vaga que não pode ser repetida da mesma maneira porque a economia portuguesa não aguenta”, avisou Rui Rio em Ovar, concelho que enfrentou a primeira e mais longa cerca sanitária devido à covid-19 e onde está previsto que o hospital de campanha seja esta tarde visitado pelo Presidente da República e pelo primeiro-ministro, António Costa (PS).

Rio notou que o levantamento das restrições após três períodos de estado de emergência e o dever de recolhimento “está a correr bem” mas, alertou: “temos de ser contidos”.

O líder do PSD afirmou ainda que a situação da TAP o “preocupa e muito”.

Para aquilo que é a minha formação profissional [economista] não conheço bem os números. Mas conheço o suficiente para fazer uma análise e dizer que estou preocupado”, afirmou.

Rio observou que “mesmo uma solução equilibrada” para a TAP “será sempre muito difícil”.

“Temos de fazer plano de negócios e, nesta fase, isso é muito difícil”.

Portugal contabiliza 1.289 mortos associados à covid-19 em 30.200 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

Relativamente ao dia anterior, há mais 12 mortos (+0,9%) e mais 288 casos de infeção (+1%).

O número de pessoas hospitalizadas baixou de 608 para 576, das quais 84 em unidades de cuidados intensivos (menos oito).

A DGS assinala também que o número de doentes recuperados passou de 6.452 para 7.590 (+1.138).

Portugal entrou no dia 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

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